Mercadão prepara festa para comemorar 63 anos de fundação
O Mercado Municipal de Rio Preto, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade e identificado carinhosamente por Mercadão, está preparando uma grande festa para comemorar seus 63 anos de existência. A Emurb - Empresa Municipal de Urbanismo oferecerá aos visitantes e comunidade em geral um bolo de aniversário. A festa acontece no domingo (22/7), a partir das 10 horas, no próprio Mercadão.
O prédio foi tombado como patrimônio histórico do município em 2004, num trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, comandada pelo jormalista Ruy Sampaio, na época, e pelo Comdephact - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico. Desde então, vem passando pelo processo de revitalização com o slogan “Mercadão, uma linda história”. Os 63 anos foram completados na última quinta-feira (19/7).
A campanha busca atrair a população de Rio Preto e de toda a região para que visite o Mercadão, como destaca o gerente do Mercado Municipal, Jirair Karabachian. “Os 63 anos não vão passar em brancas nuvens. Iremos comemorar com bolo, refrigerante, doado pela empresa Poty, e também haverá o parabéns”, diz o gerente.
A festa terá a participação do prefeito Edinho Araújo, do presidente da Emurb, Jair Moretti, e dos 35 permissionários do Mercado, além da população. A animação vai ficar por conta do grupo musical “Ensaios de terças- Cordas & Vozes”, com execução de MPB, valsa, chorinhos, samba, entre outros.
O grupo existe desde 2002 e é formado por Alexandre, Miúra, Henrique, Diogo, Diogo Júnior e Fabinho. Eles estão sob a regência do professor-violonista Joaquim Pereira dos Santos, o Manivela.
A história do Mercado Municipal
Na elaboração do Código de Posturas, em 1º de maio de 1902, no artigo 156, a Câmara Municipal já determina a construção de um Mercado Municipal. Quatro anos depois, em 5 de fevereiro de 1906, o vereador Roque Álvares Magalhães cobrava a construção do Mercado.
Em 2 de fevereiro de 1909, a Câmara aprovou a lei 89, declarando de utilidade pública o quarteirão 71, para efeito de desapropriação para a construção do futuro mercado. O assunto só voltou a ser discutido pela Câmara em 7 de agosto de 1920, na aprovação da concessão para construção e exploração de um mercado central, por 20 anos, em favor de Frederico Lnudstedt. Os vereadores impuseram várias condições, entre elas a obrigatoriedade de se iniciar as obras em 90 dias e concluí-las em dois anos, com a Câmara podendo encampar o prédio desde que pagasse o valor da obra e mais 20% sobre os lucros líquidos.
A concessão não vingou, tanto que em 1º de agosto de 1925, o prefeito Alceu de Assis anunciava à Câmara a construção do Mercado Municipal. No dia 17 de fevereiro de 1926, a Câmara autorizou o prefeito Alceu de Assis a gastar até 50 contos (50:000$000) na construção do mercado.
Mas o Mercadão Municipal só foi construído 18 anos mais tarde. Em 19 de julho de 1944, o prefeito Ernani Pires Domingues inaugurou o Mercado Municipal na quadra compreendida pelas ruas Antônio de Godoy, Silva Jardim, XV de Novembro e Jorge Tibiriçá.
Fonte: Dicionário Rio-pretense
Mara Luíza Alves dos Santos